O mestrado sanduíche é um verdadeiro divisor de águas na vida de qualquer acadêmico. Afinal, a oportunidade de estudar no exterior agrega muito valor ao currículo e oferece uma experiência transformadora em todos os sentidos. Durante a realização desse tipo de programa, o estudante de pós-graduação cumpre boa parte do curso fora.

A primeira parte é realizada na universidade do acadêmico. Já as pesquisas de campo podem ser feitas em formato de estágio em outro país. No entanto, a dissertação deve ser concluída após o retorno ao Brasil. Isto é, o nome sanduíche se mostra como o resultado de um intercâmbio considerado como um “recheio”.

Quer saber mais sobre o assunto? Vamos tirar todas as suas dúvidas em relação ao funcionamento do mestrado sanduíche. Acompanhe:

Quais são as modalidades?

Antes de definir as modalidades que deseja cursar, o candidato deve se informar sobre o posicionamento de sua universidade. Nem todas as instituições permitem que mestrandos façam o programa sanduíche fora do Brasil. O mais comum é que esse tipo de benefício seja destinado aos doutorandos por conta da maturidade acadêmica e do tempo hábil para concluir as pesquisas.

Porém, existem muitas parcerias educacionais que podem abrir portas no exterior para quem apresenta boas propostas de tema. Saiba que a primeira etapa será realizada no país de origem do bolsista e, em seguida, começa a viagem ao destino escolhido com a intenção de aprofundar as possibilidades de estudos e cursar matérias específicas. Entre os destinos disponíveis estão a Alemanha, Argentina, Reino Unido e Uruguai.

Quais as exigências para se candidatar?

Para conseguir bons resultados é fundamental que o candidato tenha uma justificativa coerente na hora de pleitear uma bolsa. Nada de citar apenas o desejo de viajar o mundo como um diferencial. Tudo precisa se encaixar com as possibilidades acadêmicas e os objetivos da pesquisa.

O período no exterior funciona como uma pesquisa de campo efetiva. Por isso, busque enriquecer seu conhecimento sobre o assunto antes de definir as intenções de estudos. A lista de exigências para se candidatar é bastante longa. Os principais critérios são ser brasileiro, estar matriculado em um programa de mestrado e não ter participado de uma  parceria educacional semelhante.

Lembre-se que você deve focar na experiência como um todo ao escolher a modalidade que mais se encaixa com o tema de estudos. A oportunidade de morar fora do país e conhecer uma nova cultura traz uma série de benefícios ao acadêmico. Além de aprender de forma fluente um outro idioma, a pós-graduação internacional ainda valoriza o currículo na área escolhida.

​Como fazer a inscrição?

Os candidatos devem procurar pelo site do programa escolhido e preencher o formulário. Normalmente, o envio da documentação complementar também acontece de forma eletrônica. O procedimento precisa ser realizado, obrigatoriamente, com antecedência de pelo menos 60 dias em relação à data de viagem.

As informações específicas variam em cada tipo de bolsa, entretanto, em todas as fases de inscrição, o mestrando deve contar com a ajuda do coordenador do projeto. Entre os documentos essenciais estão a apresentação de um plano de estudos bem elaborado, o currículo completo e a carta do orientador brasileiro.

Qual a duração e os componentes da bolsa?

A maioria dos programas oferece, inicialmente, a permanência no exterior por até 12 meses. O estágio na universidade internacional varia de acordo a modalidade escolhida pelo acadêmico. Durante a etapa de preparação da viagem, deve-se considerar todos os componentes que envolvem uma experiência desse porte.

Apesar de ser um diferencial na vida profissional, algumas questões financeiras podem pesar na decisão do destino. É muito importante ter em mente que nem todos os custos da pós-graduação são financiados pela instituição. As bolsas, nesse caso, são essenciais para aliviar as despesas com matrícula, moradia, passagens aéreas, material de estudos e alimentação.

Na hora de definir a melhor opção, consulte as vagas disponíveis e busque algo que realmente seja compatível com suas possibilidades. Passar por uma preparação adequada faz toda a diferença no resultado final. Pense, por exemplo, que todas as aulas serão ministradas no idioma local e você deve estar apto a acompanhar as informações técnicas do assunto.

Como conseguir o visto?

Como cada programa exige um texto de apresentação, o candidato pode escrever um específico e distribuí-lo em todas as opções de bolsas. Os documentos necessários para a viagem representam outra questão importante no processo de ascensão da carreira acadêmica. O passaporte deve ser regularizado primeiro para que as outras etapas aconteçam sem dores de cabeça.

Já na questão de retirada do visto, o mestrando fica responsável pelo procedimento necessário diante do consulado do país escolhido. O melhor caminho é buscar todas as informações com bastante antecedência para evitar surpresas desagradáveis com a burocracia em diferentes lugares. O visto no passaporte brasileiro precisa ser válido durante o tempo de permanência no exterior, de acordo com as atividades do mestrado.

Como a bolsa é implementada?

A maioria dos benefícios é oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O objetivo desse programa é formar pesquisadores e docentes significativos em suas determinadas áreas. O recurso está alinhado com candidatos de comprovada competência no meio acadêmico que declaram intenções de trabalhar em um estudo detalhado no exterior.

O processo de implementação da bolsa, nessa situação, começa com a apresentação de uma carta de concessão e envio de alguns documentos. O principal deles é um termo de compromisso em que o mestrando se compromete a deixar o país de destino após a conclusão dos projetos acadêmicos.

Quais as vantagens na carreira?

Ao participar de um mestrado sanduíche, as portas da comunidade acadêmica se abrem como infinitas possibilidades. Além das vantagens em experiência pessoal e profissional, o candidato ainda pode construir uma intensa rede de networking na área. Para conquistar espaço, a postura diante dos colegas, orientadores e especialistas deve ser agregadora.

O mestrando não deve ter medo de vivenciar a experiência ao máximo com participação efetiva em todas as atividades da área que fazem parte do ciclo no exterior. Com isso, ao retornar ao Brasil, a visão acadêmica será mais madura e focada em encarar desafios ainda maiores.

Agora você já sabe como funciona o mestrado sanduíche. Tenha em mente que investir em uma experiência acadêmica fora país é um diferencial extremamente valioso no currículo. Outra vantagem está no crescimento pessoal com um olhar amadurecido após a imersão realista em culturas diferentes. Ou seja, ampliar os horizontes se mostra como uma oportunidade única que traz resultados em longo prazo.

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