Você já ouviu falar nessas letrinhas? ISBN, ISSN DOI são três siglas criadas para identificar livros, revistas e documentos periódicos. O objetivo é simples: com elas, cada documento adquire autenticidade e facilita a sua identificação em qualquer lugar… do planeta!

No entanto, é normal que haja certa confusão no momento de identificar e utilizar cada uma delas. Pensando nisso, construímos esse texto para te explicar o que são, como adquiri-las e quando utilizá-las. Vamos lá?

ISBN

Se você está escrevendo um livro, ou pretende escrever, com certeza vai precisar conhecer bem essa sigla.

O ISBN, International Standard Book Number, – que numa tradução livre significa algo como número de padrão internacional para o livro – é um código de treze dígitos encontrado em publicações que não tenham periodicidade e são feitas apenas uma única vez, mesmo que existam várias edições.  

O código deve ser escrito ou impresso, sempre precedido pela sigla ISBN e cada segmento separado por hífen. Como nessa imagem aqui embaixo:

ISSN, ISBN e DOI o que são e quando utilizar

A codificação é um sistema com padrão internacional utilizado para identificar o autor, país, editora e número de edição de cada livro produzido. O controle de sua gestão em território brasileiro é feito pela Biblioteca Nacional que atua juntamente com a Fundação Miguel de Cervantes.

Para solicitar o código é necessário ser cadastrado na Agência Brasileira de ISBN. Após fazer um cadastro, eles solicitam o preenchimento de um formulário que deve ser enviado juntamente com uma cópia da folha de rosto da obra a ser publicada.

Depois de gerado, o livro recebe um código único de ISBN que acompanhará cada edição do exemplar publicado. Cada solicitação tem um custo e o valor dos serviços dependerá da demanda, mas você pode ter uma prévia desses valores através da tabela de preços que eles disponibilizam no site.

Pagamento e prazo

O pagamento pode ser feito através de depósito bancário, transferência, pela internet e até boleto. O prazo para obtenção do código depende da quantidade de pedidos feitos, variando entre 3 e 15 dias úteis. Por isso, nada de deixar a solicitação para última hora!

E fique atento: se você for disponibilizar o seu documento em outro tipo de mídia ou plataforma, precisa alterar o prefixo do ISBN.

ISSN

O ISSN, Internacional Standard Serial Numberou Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas é o tipo de código utilizado para registro internacional de documentos periódicos, como jornais, revistas e trabalhos científicos.

Cada material que recebe um código de ISSN tem uma frequência de publicação, seja ela diária, quinzenal, mensal, semestral ou anual. A existência de periodicidade é a principal diferença entre o ISSN e o ISBN, já que esse último é utilizado em materiais feitos apenas uma vez.

O código é composto por oito dígitos ordenados em dois grupos de quatro, separados por hífen e sempre iniciado pela sigla ISSN. Desse jeito aqui: 

ISSN, ISBN e DOI o que são e quando utilizar

O responsável pela emissão desse código é o Centro Brasileiro do ISSN, através do site do IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia). Cada código é gerado unicamente para cada edição do documento, identificando o autor, a editora, o número de edição e o país onde foi publicado.

Depois de criado, o ISSN  passa a acompanhar o documento durante todo o seu ciclo de existência, sendo intransferível e aparecendo em cada reprodução do documento.

Caso seja preciso alterar a periodicidade da publicação, é necessário comunicar ao órgão competente que fará uma reavaliação para saber se será preciso um novo código.

É importante também estar atento a algumas observações para saber como solicitar o ISSN corretamente. Aqui você pode encontrar mais detalhes e também as orientações para a sua impressão correta.

Após solicitado, o prazo para análise dependerá da demanda. Mas o melhor é que todo esse processo é gratuito!

DOI

Com toda a evolução tecnológica, é claro que os documentos digitais não ficariam de fora de toda essa catalogação. Até porque a maior parte dos documentos produzidos hoje em dia são disponibilizados principalmente em plataformas digitais, existe sempre a preocupação em colocar online os materiais físicos, ou até criá-los, unicamente, no formato virtual. 

Para isso, foi criado o DOI, Digital Object Identifier, ou Identificador de Objeto Digital que é um registro para qualquer tipo de arquivo digital, trabalhos científicos, revistas, livros, imagens e até músicas que quando catalogados passam a ter um link permanente do documento digital publicado.

O seu número é composto de duas partes: 

  • Prefixo – Identifica o publicador do documento
  • Sufixo – Identificador emitido pela editora

Esse é um exemplo:

ISSN, ISBN e DOI o que são e quando utilizar

É importante deixar claro que um código não exclui ou tira a importância do outro. Sendo assim, uma revista científica, pode criar o DOI, quando eletrônica, mas, necessariamente, precisa do código ISSN. Da mesma maneira um livro que também pode ser cadastrado no DOI, mas ainda necessita do número de ISBN.

Por isso, quando livros ou artigos publicados em periódicos forem receber um código do DOI, utilizarão como sufixo o número que está no ISBN ou ISSN ou até nos seus dados bibliográficos.

Hora de pagar

Para realizar o registro no DOI também é cobrado uma taxa. No entanto, diferente do ISSN e ISBN, não há um só órgão responsável por sua emissão, pois são várias as agências responsáveis pela solicitação desse identificador e cada uma é livre para oferecer seu modelo de cobrança. A principal delas é a CrossRef, criada pela International DOI Foundation (IDF), a própria criadora do DOI.

São várias siglas, não é mesmo?! Mas não tem segredo: basta ficar atento e ser cuidadoso que tudo dará certo na padronização das suas publicações!

Deixe seu comentário e conte o que você achou do texto!

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