Vida Acadêmica

8 dicas para fazer um fichamento incrível

Escrito por: Estéfane Padilha

Não serão poucas as vezes que você precisará visitar a biblioteca da sua faculdade ou tirar cópias de alguns capítulos de livros para os trabalhos universitários. No fim, você pode comemorar o fato de ter adquirido algumas referências para a hora do TCC, mas ler tudo o que foi visto no curso para o projeto final não parece muito atrativo.

Mas calma, há um jeito mais simples de ter acesso fácil ao que foi visto durante todos os períodos anteriores. Como? Através de fichamentos! E nós estamos aqui para tirar as suas dúvidas sobre esse método e te dar oito dicas para fazer o seu estudo o mais eficiente possível.

1 – Entenda o que é um fichamento

Essa técnica consiste em uma forma diferente de fazer resumos. Escrever um texto que sintetize uma obra completa pode ficar extenso demais e nada prático. Isso é feito através de tópicos em fichas, como cartas de um jogo, por exemplo. Didático, concorda? E acredite: isso facilita a sua vida universitária, possibilitando fácil acesso à informação que se busca. Será como um catálogo sempre disponível!

E esse pode ser um grande aliado para o projeto final da faculdade, mas também durante toda a vida acadêmica, já que o estudo de teóricos consagrados é cobrado sempre nas provas e pode ser base também para pesquisas em projetos de iniciação científica.

E claro, a regra para fazer um fichamento não se aplica exclusivamente ao resumo de livros inteiros, mas serve também para a síntese de apenas alguns capítulos ou outros textos, como artigos científicos, teses de mestrado ou dissertações de doutorado.

Além disso, nós elegemos algumas vantagens a seguir:

  • O principal benefício é a otimização. O aluno pode organizar o estudo;
  • É uma fonte de referências diversas. Fica mais fácil comparar as ideias de diferentes autores sobre um mesmo tema e usar a que mais se adeque ao trabalho que será escrito;
  • Ter sempre acesso ao acervo de informações que podem estar em livros que nem sempre estão disponíveis na biblioteca porque já estão alugados;  
  • Adotar essa organização significa também dominar um importante método para a memorização de conteúdo;
  • Fazer uma revisão de forma rápida, porém eficaz, antes de um teste, por exemplo. Se o aluno desejar se aprofundar, ele poderá reler o material original;

02 – Escolha o melhor tipo de fichamento

O que você prefere fazer: citar diretamente o autor com trechos do texto? Escrever com suas palavras a ideia central do teórico? Fazer um relação entre suas ideias e marcar onde elas são encontradas e comprovadas na obra estudada? Esses objetivos são diferentes e por isso existem três tipos de fichamento. Confira como produzir cada um:

  • Fichamento de citações

Aqui, como o nome sugere, os principais tópicos são as citações diretas extraídas ao longo de um livro. Esse tipo também é conhecido como temático, pois os trechos em destaque devem se complementar na abordagem de determinado assunto.

É importante se manter objetivo e direto. Uma citação muito longa pode tirar a concentração da ideia central, mas não há problema. Se um trecho for muito extenso, você pode utilizar o símbolo “[…]” e destacar apenas o essencial.

  • Fichamento de resumo

Também é conhecido como fichamento de conteúdo, no qual o aluno irá resumir em uma ordem lógica, e também mais interpretativa, o que foi abordado, elegendo os tópicos mais importantes, os secundários e algumas considerações pessoais – mas não exagere! Isso é uma síntese da obra para ajudar na elaboração de trabalhos futuros e não é preciso que você faça uma crítica sobre o livro.

  • Fichamento bibliográfico

Assim como no modelo de resumo, a escrita deve ser mais pessoal para descrever os assuntos discutidos. Por outro lado, é importante destacar exatamente a página em que suas observações são encontradas no livro, o que não é necessário no tipo anterior.

#DicaDoity – Não é preciso escolher apenas um tipo entre os três possíveis. Se o trabalho for muito relevante para você, nada o impede de produzir uma síntese seguindo o modelo de resumo e outra com o de citações, por exemplo.  

03 – Escrevendo no papel ou no computador

Os fichamentos começaram com cartões pautados vendidos em todas as papelarias. Por um tempo não era possível mais encontrá-los e a solução foi recorrer à tecnologia. E tudo se tornou mais prático, pois tudo que antes precisava ser impresso pode ser feito de forma digitalizada.

Mas para quem ainda curte escrever à mão, existem outras formas além das fichinhas: hoje é super fácil  achar planners que podem ajudar a se organizar. Assim como post-its, marca-textos e outras alternativas que o estudante achar melhor!

04 – Não ignore a ABNT

Isso mesmo! Até o fichamento segue regras de acordo com a ABNT. E isso vai ajudar a manter todos os trabalhos no mesmo padrão, o que torna tudo mais lógico e fácil de manusear. Escolha sempre a mesma fonte, tamanho, espaçamento e margem. E atente para a estrutura: Cabeçalho – Assunto – Referência (autoria, título, local da publicação, editora, ano) – Conteúdo.

05 – Tenha um modelo para cada tipo de fichamento

Apesar de a ABNT exigir algo homogêneo, uma boa ideia é diferenciar os modelos feitos nos formatos resumo, citações e bibliografia. E há um jeito simples de fazer isso: é bem prático utilizar três cores diferentes de cartões para cada tipo de fichamento. E se você tiver ainda mais criatividade, fique à vontade!

06 – Faça uma leitura completa

Para elaborar uma síntese com qualidade, é preciso escolher as melhores citações a serem destacadas. Uma mesma ideia pode aparecer no começo, no meio e no fim de um livro, por exemplo, e só dá pra saber qual a mais bem escrita depois de ter lido tudo.

Isso significa que antes de partir para o fichamento, uma leitura rápida vai te ajudar a descobrir se na obra há realmente o que você procura. Ao longo desta etapa, você também já pode grifar  alguns trechos com marca-texto.

Só então depois desses procedimentos é que os principais pontos podem ser transcritos.

07 – Faça quantos tópicos forem necessários

O objetivo geral é ter ideias claras e diretas, que ajudam e na hora de uma consulta rápida e eficiente antes de fazer trabalhos acadêmicos. Frases curtas com poder de síntese ajudam, mas não há um limite na quantidade de tópicos a serem escritos.

O fichamento é uma produção pessoal e de uso também pessoal. Assim, é o estudante quem determina o modo que melhor se adequa a ele. Alguns podem escrever 10 tópicos referentes a uma obra, enquanto outros se estendem para 15. Aqui não há regras! O importante é sintetizar o assunto, mas de forma completa.

08 – Anote outras referências

Algum texto pode remeter a outros trabalhos escritos ou mesmo documentários, podcasts, e até produções de ficção. Para ter o máximo de informação útil à disposição, tais relações podem virar notas escritas. Mas atenção: em uma ficha à parte, para garantir que o tema central não tenha o foco desviado.

Além disso, complementos sobre o autor, por exemplo, também podem ser destacados, caso sejam importantes para um trabalho futuro, como prêmios ganhos ou publicações em meios de comunicação ou periódicos científicos.

E aí, curtiu as dicas? Então agora temos o próximo passo para quando seus fichamentos estiverem prontos: escrever artigos científicos. Para isso, nós fizemos um e-book com tudo o que você precisa saber, é só clicar no banner abaixo. Boa sorte!

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Estéfane Padilha

Estéfane Padilha

Jornalista e colaboradora do Doity Team. Mora em Colônia, na Alemanha, onde estuda, trabalha e é voluntária no FC Köln, clube de futebol da cidade

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