Vida Acadêmica

Conheça 3 tipos de artigos científicos

Escrito por: DoityTeam

Conhecer os tipos de artigos científicos é fundamental para os estudantes de graduação e pós-graduação. Isso porque esses manuscritos têm diferenças na redação, considerações em relação à publicação e normas para inserção de autores.

Além dos artigos científicos, existem outros documentos de grande valor acadêmico que são a base para a elaboração de pesquisas contundentes e relevantes nos aspectos clínico, social e econômico.

Em todos os casos é preciso primar pela construção e objetividade pertinentes a um trabalho acadêmico, considerando os aspectos de coesão, coerência, citação correta das referências bibliográficas, dentre outros.

Por isso, se quiser entender sobre as diferenças entre os tipos de artigos científicos, não deixe de estudar as características que daremos no post de hoje! Confira!

Quais são os tipos de artigos científicos?

1. Artigos científicos

Os artigos científicos são aqueles decorrentes de uma pesquisa acadêmica em que o estudante analisou o tema, estudou os processos metodológicos inerentes a sua construção e elaborou um texto para ser divulgado nesse meio.

Os artigos científicos são redigidos e publicados conforme os resultados encontrados do objeto do projeto de pesquisa. Sendo assim, eles podem ser de revisão, experimentais ou originais, e devem seguir as normas da revista ou de outros compêndios na ocasião da publicação. Conheça a seguir os principais tipos de artigos científicos!

2. Artigos de revisão

A proposta de um artigo de revisão é levantar o máximo de informações a respeito de um determinado tema. A partir dessa ideia, os autores podem explorar um conteúdo com características históricas ou demonstrar os principais dados sobre um assunto.

Esse tipo de trabalho tem grande notoriedade para as áreas de humanas e sociais, porém nas ciências biológicas e da saúde costumam ter um peso menor, em virtude da possibilidade de realizar trabalhos mais inovadores. Existem três tipos de trabalhos de revisão, a saber:

Revisão integrativa

Uma revisão é integrativa quando o autor explora o tema por meio da investigação em sites de buscas, sem, contudo, descrever detalhadamente os critérios pormenorizados para obter os artigos encontrados.

O texto integrativo é livre, e muitos especialistas a utilizam para explicar o “estado da arte” de um assunto. Todavia, esse trabalho deve conter uma estrutura racional e desmembrar os tópicos sobre o tema relacionado. Além disso, em qualquer trabalho acadêmico é fundamental direcionar os tópicos do texto, para não deixá-lo vago demais.

Uma revisão integrativa também pode explorar os aspectos qualitativos e subjetivos de uma pesquisa, considerando as posições dos autores encontrados em relação à proposta, uma vez que o texto deve ser imparcial.

Revisão narrativa

A revisão narrativa é uma proposta com um rigor metodológico menor se comparada a anterior, pois a escolha das publicações a serem analisadas depende do autor e por isso é considerada subjetiva demais.

Nesse sentido, os autores da revisão narrativa podem cometer equívocos sobre a exclusão de artigos ou inclusão de outros sem relevância, sendo considerado um trabalho com pouco nível de evidência científica.

Os vieses de seleção são os mais caraterísticos além da análise superficial da revisão, o que desmerece esse trabalho em decorrência da sua baixa complexidade perante os projetos mais consistentes.

Revisão sistemática

revisão sistemática trata-se do trabalho de maior nível de evidência científica, pois preza pela análise da qualidade metodológica dos estudos recuperados e tende a ser uma avaliação mais criteriosa da proposta científica.

Nesse sentido, uma revisão sistemática se inicia com uma pergunta específica e a formulação de uma hipótese coerente, para em seguida formalizá-la por meio de uma estratégia para levantar artigos sobre o tema idealizado.

Além disso, são preconizadas bases de dados internacionais, latino-americanas e sobre as revisões sistemáticas já publicadas para que o autor não inicie uma pesquisa já realizada ou que faça uma atualização do trabalho já divulgado no meio científico.

3. Artigos originais

Os artigos inéditos e inovadores já são aqueles que executam trabalhos práticos ou metodologias diferenciadas e são  singulares no meio científico. Todavia, o tempo para finalizar um trabalho experimental tende a ser muito maior que os demais.

Isso porque envolve autorização do comitê de ética para pesquisa com seres humanos e animais de experimentação, cálculo amostral, tempo para encontrar os desfechos propostos, dentre outras limitações.

Contudo, um trabalho advindo de dados experimentais tem grande valor científico, principalmente para aqueles autores que conseguem registrar patente sobre um novo produto ou métodos eficientes para diagnóstico e terapia de doenças.

Como publicar os artigos científicos?

Um artigo científico bem escrito e com poder estatístico favorável deve ser publicado em revistas indexadas. Porém, um trabalho científico também alcança visibilidade em anais de congresso, revistas especializadas no tema ou indexadas em outras plataformas.

publicação de qualquer trabalho deve seguir as normas da revista de interesse que avaliam se o tema é condizente com o periódico, se os resultados são inéditos e relevantes e se o autor não submeteu os resultados simultaneamente em outras editoras.

Para tanto, cabem aos autores a busca pelos sites das revistas para adequarem o texto e a formatação aos parâmetros exigidos. Em alguns casos, os autores deverão solicitar a inserção de dados suplementares que suportam a pesquisa devido ao limitado espaço para publicação.

Quais são os outros trabalhos científicos de grande relevância?

Os artigos científicos são decorrentes dos trabalhos realizados na graduação e pós-graduação. No primeiro caso temos os trabalhos de conclusão de curso (TCC), enquanto que os demais englobam a dissertação de mestrado, tese de doutorado ou pós-doutoramento.

Uma dissertação é o resultado de uma pesquisa de aproximadamente 24 meses em que os autores exploram um assunto e são orientados por professores vinculados aos programas de pós-graduação.

Uma tese de doutorado é em suma um trabalho inédito que tem duração de aproximadamente 48 meses e durante esse período é possível publicar desfechos parciais obtidos da pesquisa em andamento.

A publicação de resultados provenientes do pós-doutorado normalmente dá continuidade aos trabalhos realizados anteriormente e deve seguir os preceitos da revista de interesse para montar a linha de pesquisa.

Para todos esses níveis acadêmicos, a escrita final pode ser feita já em formato de artigo ou obedecer aos tópicos obrigatórios conforme normas do colegiado vigente, o que exige conhecimento e dedicação do estudante.

Entender os tipos de artigos científicos e as formas de publicá-los são tarefas cruciais de todo estudante que almeja o destino na área acadêmica. Isso porque a quantidade e a qualidade dos manuscritos são critérios avaliados em processos seletivos, além da visibilidade dos pesquisadores que o redigiram.

Agora que já aprendeu um pouco mais sobre os tipos de artigos científicos, que tal por a mão na massa e começar a produzir um? Para te ajudar nessa tarefa fizemos um e-book com tudo que você precisa saber para escrever trabalhos científicos. Baixe agora, é gratuito!

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